segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O PERIGO DA INSATISFAÇÃO


O diabo é perito em disseminar idéia de insatisfação no meio do povo de Deus. Se o líder é ativo, deveria ser mais sossegado; se é quieto, deveria ser mais ativo. Em todos os lugares há pessoas insatisfeitas e elas acabam se colocando a serviço de espíritos malignos, cuja atividade maior é promover a fragmentação e divisão do Corpo de Cristo. O órgão usado pelos insatisfeitos é a língua, e é por ai que surgem os murmuradores. A insatisfação é uma cunha que emperra o desenvolvimento da obra de Deus. Não é à toa que dizem por aí que o primeiro parafuso que fica frouxo na cabeça dos insatisfeitos é o que controla a língua. E por este motivo muitos já perderam a graça de Deus em suas vidas. A insatisfação gera a murmuração nada é satisfatório para o insatisfeito. É um pecado da língua, e se constitui um hábito que trai uma condição espiritual. Aos filipenses, Paulo exortou: “Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas” (Fp 2.14), e Pedro, em sua primeira epístola, aconselha-nos a deixar toda a malícia, e todo o engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações (1 Pe 2.1). Moisés, quando conduziu o povo de Israel através do deserto, sofreu muito por causa desse problema: “Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel”, disse o Senhor (Nm 14.27). 27. Até quando sofrerei esta má congregação, que murmura contra mim? tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, que eles fazem contra mim. A murmuração é falar mal de alguém ou alguma coisa; são as queixas de pessoas descontentes, e, portanto, é pecado, e muitos servos de Deus têm perdido a graça de Deus porque constantemente ocupam o tempo precioso que dispõem para falar mal dos ungidos do Senhor (Tg 4.11) 11. Irmãos não falem mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. A recomendação é que devemos orar por aqueles de quem falamos mal, pois são pessoas iguais às demais, e sujeitas às mesmas ou piores tentações pelas quais passamos. “Não toqueis nos meus ungidos” (Sl 105.15), diz o Senhor, e quando murmuramos contra eles, fazemos a vontade do diabo; as conversas de ouvido em ouvido, as histórias que são contadas baixinho, não poucas vezes são mentiras, boatos, difamações, calúnias, astúcias diabólicas para promover dissensões e discórdia e roubar a paz dos que estão na igreja e em paz com Deus. (Pv 21.23). O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias. Andar murmurando não conserta nada, antes põe muito acerto a perder (Lv 19.16). Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não te porás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o Senhor. A murmuração gera a morte espiritual. Estes são murmuradores, queixosos, andando segundo as suas concupiscências; e a sua boca diz coisas muito arrogantes, adulando pessoas por causa do interesse. (Jd 1:16). E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e Arão; e toda a congregação lhes disse: Antes tivéssemos morrido na terra do Egito, ou tivéssemos morrido neste deserto! (Nm 14:2). Ora, quanto aos homens que Moisés mandara a espiar a terra e que, voltando, fizeram murmurar toda a congregação contra ele, infamando a terra, (Nm 14:36). antes murmuraram em suas tendas, e não deram ouvidos à voz do Senhor. (Sl 106:25). E não murmureis, como alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor. (1Co 10:10). A murmuração bloqueia a visão de Deus na vida do homem e da mulher, tira a percepção do perigo da morte espiritual em que a pessoa está se envolvendo, se torna uma presa fácil para satanás agir, nas emoções, corpo alma e espírito. Leva o incauto para a pratica do ódio, do ressentimento, da porfia, do falso testemunho contra o próximo, cria sentimentos de divisão interior, perde completamente o temor de Deus e passa a agir segundo os desejos da carne, não sabe se agrada a Deus ou a carne, cria-se dentro do interior uma insegurança! A solução para este problema está em a pessoa buscar em Deus o arrependimento sincero.